quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Quando Falar de Amor


Quando falar sobre amor, finja nada conhecer, para absorver cada frase que brote do coração.
Quando falar sobre a dor, deixe abertas as janelas da alma para compreender que amor e dor são tão parecidos que até os confundimos, ao vê-los bem de pertinho
Quando falar sobre a paz, faça-o no rumor da guerra, para ser ouvido na mais alta voz.
Quando falar sobre sonhos, acorde, para vivê-los na melhor lucidez do seu dia
Quando falar de amizade, estenda a mão aos seus inimigos, para que possa provar a si mesmo aquilo que gosta de dizer aos outros.
Quando falar de fome, faça um minuto de jejum, para lembrar daqueles que jejuam todos os dias, mesmo sem querer.
Quando falar de frio, abrace alguém.
Quando falar de calor, estenda a mão.
Quando estender a mão, sustenha o braço para que perdure.
Quando falar de felicidade, acredite nela.
Quando falar de fé, cerre os olhos para encontrar a razão daquilo em que crê.
Quando falar de Deus, faça-o pelo silêncio do seu testemunho.
Quando falar de si mesmo, aprenda a calar, para entender o amor, a dor, a paz, os sonhos...
Ah quando tudo isso acontecer.....será estupendo
Quão bom e quão suave é que sejamos contemplados pelo amor
Por isso quando falar de amor....
FALE DE CORAÇÃO

Desconheço a autoria

terça-feira, 15 de novembro de 2011

FAZ DE CONTA MARTHA MEDEIROS


Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: FAZ DE CONTA QUE EU TE ODEIO


Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: FAZ DE CONTA QUE EU TE AMO.


Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: FAZ DE CONTA QUE EU DOU CONTA DO RECADO.


Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO QUERO.


Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto:FAZ DE CONTA QUE EU ME IMPORTO.


Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO.


Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: FAZ DE CONTA QUE EU ENTENDO.


Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho: FAZ DE CONTA QUE EU COZINHO.


Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel? Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu cowboy:FAZ DE CONTA QUE NÃO DÓI.
 
É VERDADE, COMO FAZEMOS DE CONTA....

sábado, 5 de novembro de 2011

SER CHIQUE SEMPRE - GLÓRIA KALIL




Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos
dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo
carro Italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é ser discreto.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuaçõe inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.

É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão,
intolerância, ateísmo...falsidade.

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo,
vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.


Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não
aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!

Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!

Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

GLÓRIA KALLIL

terça-feira, 1 de novembro de 2011

PROVÉRBIOS - AMOR



O amor morre mais de indigestão do que de fome.
O amor é eterno enquanto dura.
Sem vinho nem pão o amor é vão.
O amor é como sarampo: todos temos de passar por ele
O amor novo vai e vem, mas o velho se mantém.
O amor e o menino começam brincando e acabam
O amor a ninguém dá honra e a muitos dá dor.
O amor é como a lua, quando não cresce, míngua.
O amor dos asnos entra aos coices e sai aos bocados.
Para esquecer um amor, só outro grande amor.
Onde manda o amor, não há outro senhor.
O amor não envelhece, morre criança.
Se o teu amor for doce, não o comas todo.
O amor é um passarinho que não aceita gaiola.
O amor morre mais de indigestão do que de fome.
O amor é um frenesi que todos vêm menos quem dele está possuído.

As ausências curtas, acirram o amor; as longas, fazem-no morrer.

Quando o amor nos visita, a amizade se despede.
O amor é a mais forte das paixões, porque ataca ao mesmo tempo a cabeça, o coração e o corpo.
O amor é na mocidade o que a mocidade é na vida, o que a vida é na eternidade, isto é, um relâmpago.
Em amor, a ausência, quando não é o maior dos males, é o melhor dos remédios.
O amor novo vai e vem, mas o velho se mantém.
O amor é doce no começo, mas amargo no fim.
O amor entra pela janela e sai pela porta.
O amor mais constante que se conhece, é o do dinheiro.
O amor olha de tal maneira que o cobre lhe parece ouro.
Chaga de amor, quem a faz, a sara.
O amor dá coragem e dá fraqueza.
Amor ausente, amor para sempre.
Amor da praia fica enterrado na areia.
O amor ajuda os atrevidos.
Com o amor e a morte, não tentes ser forte.
No amor e na guerra vale tudo.
No amor, quem foge é vencedor.
O amor gosta de amores.
Onde há amor, há dor.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O JARDIM DOS BEIJA-FLORES


Bem próximo à janela da sala de reunião, belas rosas se instalavam, embelezando a fria construção de cimento. Todos os dias pela manhã, os beija-flores buscavam, nas entranhas das flores, o seu alimento, propiciando uma visão magnífica. E, do lado de dentro da sala, enquanto os beija-flores se deleitavam, decisões eram 
tomadas.
Os pássaros do lado de fora combinavam perfeitamente com a beleza das plantas e os homens, do lado de dentro, combinavam com a frieza do prédio. Enquanto os beija-flores buscavam o néctar das rosas para poderem viver, os homens buscavam outro néctar, mas o queriam em proporção bem maior.

Tudo dentro da multinacional girava em torno desse néctar. E, ao contrário dos pássaros, ele parecia fazer mal aos homens, porque nunca os satisfazia.
Mecanicamente, trabalhava-se. O ambiente pesado que podia se sentir ao percorrer os corredores daquela firma era, nada mais, nada menos, que as manifestações do sofrimento de muitas pessoas, que padeciam de uma mentalidade doente e ultrapassada.

O toque dos funcionários nos teclados dos computadores eram infelizes e soavam como as notas de um pianista que toca a sua última ária. Isso porque o expediente de trabalho era uma morte. Uma morte temporária que acontecia enquanto os funcionários permanecessem naquele ambiente. Então, eles deixavam de viver oito horas por dia, para depois disso, ressuscitar novamente.

As constantes ameaças de demissão e a desconfiança eram barreiras indestrutíveis, e o tratamento impessoal tirava qualquer chance de um maior envolvimento emocional. A tudo isso era atribuída a palavra "profissionalismo".
"Profissional", como o caso de Jonas, o funcionário 97, há trinta anos nesse estado transitório entre a vida e a morte.

Um dia, um beija-flor invadiu a sala de reuniões.
Como tal coisa pode ocorrer nessa tão conceituada empresa !? A alegria do lindo pássaro incomodava os altos executivos, que mandaram o faxineiro cortar as flores de perto da janela. E mais uma vez, o funcionário 97 fez o que não queria. Os beija-flores nunca voltaram, mas o único que notou aquilo foi o velho faxineiro, porque todos nunca tinham prestado atenção no show que a natureza apresentava dia a dia.

E, enquanto o teclar frenético soa e os espíritos clamam por socorro, a alta diretoria continua cortando os ramos de flores que crescem no âmago dos homens.

MAKTUB

domingo, 30 de outubro de 2011

DEUS ESTÁ AÍ TEXTO DE BOB PERKS

Deus esta ai 
- Papai, qual o tamanho do mundo? É muito grande?
A criança perguntou.
- Fica menor à cada dia. O pai respondeu. 
- Mas qual o tamanho dele? A criança insistiu.
- Depende de qual mundo você está falando. Disse.

- Tem mais de um mundo?
- Sim, tem. Respondeu.

- Em qual mundo Deus está? Ela perguntou.

Então ele pediu que a criança trouxesse um pedaço de papel e alguns de seus lápis de colorir.

- Vem cá, deixe-me lhe mostrar.

Então desenho um pequeno círculo no meio da página e disse,
- Isto é o seu mundo. É onde você vive. Aqui estão todas as pessoas que você conhece e gosta. Deus está aí.

E continuou,
- Dentro deste mundo está o mundo que existe dentro de sua cabecinha. As coisas em que você acredita. Chamam-no de sua imaginação. Deus está aí.

- Depois tem o mundo em que você vive, com tudo o que Deus criou. Com todos os novos meios de comunicação o mundo ficou mais próximo. Posso ligar para meu irmão na Austrália ou para meu tio na Inglaterra. Posso enviar um email para os amigos que têm computadores em qualquer lugar no mundo. Deus está aí. Agora lembre-se de que, assim como você, cada uma das pessoas no mundo têm o seu próprio mundo. Ele disse enquanto desenhava muitos pequenos círculos. Deus está em cada um destes mundinhos.

Depois, o pai desenhou um círculo maior ao redor de tudo e disse,
- Este é o mundo maior. Nós o chamamos de universo, mas não temos nenhuma idéia de seu tamanho. Deus está aí.
A criança então pegou um lápis e desenhou um coração dentro do círculo maior.

- O que é isso? O pai perguntou.

Depois de um breve momento olhando o quadro, a criança respondeu,
- É vovó. Ela está no coração de Deus, certo?
Então, apontando o coração, ela disse,
- É aqui que é o céu, não é, papai?
- Sim e tem um pouquinho de céu bem aqui, também.
Ele disse enquanto a abraçava.

Tudo que nós temos, tudo que nós somos, tudo que nós precisaremos, está aí. A cadeira em que você está sentado, os elementos que a compõem e compõem o computador que você usa, a luz, a casa, a comida, a medicina... Tudo. A única coisa que nós devemos acrescentar e reforçar é a crença em quem criou tudo isto.
Tradução de Sérgio Barros
Texto de Bob Perks
 Este texto nos diz que Deus está sempre conosco. Em momentos alegres e em momentos tristes. Está sempre ao nosso lado, nos cuidando com todo o amor e carinho. Como Pai não nos abandona nunca.

Degustação de vinho em Minas por Luiz Fernando Veríssimo


DEGUSTAÇÃO DE VINHO EM MINAS 

- Hummm... 

- Hummm...

- Eca!!!

- Eca?! Quem falou Eca? 

- Fui eu, sô! O sinhô num acha que esse vinho tá com um gostim
istrannn?

- Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque
de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que
enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas... 

- Putaquepariu sô! E o sinhô cherô isso tudo aí no copo?!

- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor? 

- Cebesta, eu não! Sou isso não sinhô!! Mas que isso aqui tá me
cherano iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá
isso tá!

- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild! 

- O sinhô me descurpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e infiano
o narigão lá dentro. O sinhô tá gripado, é ?

- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação
entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O
senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a
taça, deitar o vinho e, então... 

- E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada! 

- O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no... 

- Ma num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim! 

- Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje,
por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens... 

- Hã-hã... Eu sabia que tinha francêis nessa história
lazarenta... 

- O senhor poderia começar com um Beaujolais! 

- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana! 

- Então, que tal um mais encorpado? 

- Óia lá, ocê tá brincano com fogo... 

- Ou, então, um suave fresco! 

- Seu moço, tome intento, que a minha mão já tá coçano de
vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada! 

- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar! 

- Num vô não, fi dum cão! Mas num vô, messs! Num é questã de
tamannn e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é
outro, qui inté rima com brabuleta... 

- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio? 

- E que tal a mão no pédoreia, hein, seu fióte de Belzebu? 

- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e
macio, acertei? 

- Eu é qui vô acertá um tapão nas sua venta, cão sarnento!
Engulidô de rôia! 

- Mole e redondo, com bouquet forte? 

- Agora, ocê pulô o corguim! E é um... e é dois... e é treis!
Num corre, não, fidaputa! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha
fedorenta!... 

LUIZ FERNANDO VERíSSIMO 

 
  
Ocê gósde vinho?